ContosHorror

Bilhetes | Conto de Horror

Escrito por: Vinicius Carneiro

Gilca encontra um bilhete preto em cima de sua cama ao sair do banho, o significado disso pode mudar sua vida de formas inimagináveis… Indicado para 14 anos ou mais.

Começou em um dia normal, ensolarado, dia lindo, pra ser sincera. Acordei pela manhã, fui até o banheiro e tomei um baita banho quente, daqueles nos quais o box fica todo embaçado, sabe? Devo ter passado ao menos meia hora curtindo o momento, saí do banheiro e me enxuguei. Havia depilado as pernas no dia anterior e, apesar de não recomendado, o banho quente estava satisfatório. 

Meu nome é Gilca, tenho trinta e dois anos, cabelos escuros e encaracolados, cachinhos de mola, segundo mainha. Meus olhos são castanho-escuros como os cabelos, minha pele é branca, tenho lábios nem finos e nem grossos, e o nariz é um pouquinho redondo, sabe? Um dia faço plástica! Mesmo sob protestos de meu companheiro Valter. Não sou gorda nem magra e meço 1,68m. 

Ao vestir minhas roupas de trabalho notei algo diferente. Sempre que entro no banheiro deixo tudo já separado antes, dessa forma não perco tempo, sendo assim, sabia que era algo novo, deixado lá durante meu banho. Ao lado do vestido jazia um envelope preto, e em seu centro havia um olho aberto desenhado em tinta branca. Curiosa, abri rapidamente o item, será que era coisa de Valter? Com seu trabalho noturno mal nos víamos, e àquele horário da manhã ele ainda não deveria ter chegado. Puxei o bilhete que vinha dentro:

“Nas gordinhas de ondina.”

Nada mais estava escrito. Moro na Pituba, um bairro de Salvador na Bahia, meu pai deixou esse apartamento de herança pra mim, caso contrário não teria dinheiro para uma casa aqui. Trabalho na Barra. Costumo passar pela avenida oceânica todos os dias, então as Gordinhas de Ondina, monumento referência composto por três estátuas de mulheres gordas em um canteiro próximo à orla do local, era paisagem trivial.

Humm, curiosa com isso, viu…

Terminei meus preparativos e peguei o elevador, meu carro aguardava no primeiro estacionamento. O trânsito estava como sempre, insuportável, fiz o trajeto em pelo menos meia hora, pois a curiosidade era grande, queria ver o que o monumento tinha a ver com minha vida hoje. Há um cruzamento em “T” com sinaleira em frente às estátuas, curiosamente o sinal fechou na minha vez de passar e tive visão plena do que acontecia ali. 

No primeiro momento julguei que não veria algo diferente, havia uma senhorinha caminhando em direção à UFBA (Universidade Federal da Bahia), um garoto de skate, um mendigo sentado aos pés de uma estátua. Não havia nada fora do normal… até que vi.

Foi repentino, um pedestre andava ao lado de uma das gordinhas, por algum momento não consegui desviar mais a atenção dele, foi quando um buraco na calçada o fez desequilibrar, ao tentar ficar em pé torceu o tornozelo e tombou para o lado da pista, o ônibus que vinha por ali não teve como desviar e suas rodas estouraram o crânio dele como uma fruta madura. A cena foi horrível, em choque não consegui me mover dali até o buzinaço começar atrás de mim. Parcialmente catatônica fiz o trajeto até o trabalho, tanto que ao parar o carro quase não percebi um segundo bilhete que descansava no banco do passageiro.

Trêmula, peguei o segundo envelope e o coloquei na bolsa, não iria abrir aquele mau agouro de maneira nenhuma. Fui até minha sala no escritório de contabilidade no qual trabalho e fiquei ali amuada por alguns momentos. Então Rita entrou:

– Tu tá com cara de fantasma menina, o que aconteceu?

Rita era minha amiga ali, conversávamos sobre tudo, parceiros, desejos, fofocas e qualquer assunto que fosse colocado. Uma morena de cabelos crespos e curtos, tinha olhos fortes e um sorriso largo, era magra e como eu dizia pra ela todos os dias: “Magra de ruim”. Olhava pra mim curiosa naquele momento.

– Eu nem sei ainda se tem algo a ser dito… aconteceu algo muito estranho comigo essa manhã.

– Me conte logo, minha filha, tenho paciência pra suspense não.

– Veja bem, achei esse bilhete em cima de minha cama pela manhã…

Mostrei pra ela o bilhete e narrei o que havia acontecido, enquanto isso ela escutava compenetrada.

– …Entendeu? – Concluí.

– Você não bebeu, né?

– Não, criatura, tô te mostrando o bilhete, ora essa.

– Abre o outro.

– O quê?

– Abre o outro! Tu vai ficar sem saber o que é?

– Ai minha santa! Tu não tem medo de acontecer algo, não?

– Pior do que ficar sem saber, não acha?

– Ai… que medo!!! Não quero ver isso.

– Abre logo! Ou você acha que ler isso vai fazer qualquer diferença? Até pra quebrar essa ideia, né?

– Tá bem, vou abrir.

“14 horas”

Mais nada havia ali, apenas isso, um recorte no tempo, um horário, o que iria acontecer?

– Só isso?

– Oxe! Tu acha pouco? Que desgraça será que vai rolar esse horário?

– Se acontecer algo você vai saber, afinal, né, não há como descobrir se esses bilhetes são verídicos ou apenas uma pegadinha.

– Será, amiga? Tomara…

Trabalhei compenetrada, passei a manhã inteira ocupada e quase me esqueci do bilhete, só não o fiz devido ao acidente que presenciei mais cedo naquele dia. Fora horrível, nunca mais minha vida seria a mesma após aquilo. Dez novas empresas haviam contratado o escritório, o que era muito bom, porém o trabalho aumentou vertiginosamente no último mês. Rita ficara a manhã toda resolvendo o quinhão dela e ao fim de tudo resolvemos sair para almoçar.

Em um fast-food  próximo, sentamos para comer um sanduíche. àÀs segundas-feiras era nosso dia de sair do regime, sabe? Fizemos isso para o dia ser mais interessante.

– Como foi sua manhã, Rita?

– Você acredita que a Carnes S. A. quer que eu maquie suas contas?

– Sério?

– Sim, minha filha, ainda bati a maior boca com o dono hoje pela manhã, deixei o pepino pra Dário resolver, o escritório é dele e se quiser ele que se responsabilize.

– Pois é, menina, concordo demais com você, não suje seu nome. Caso fizesse e fosse descoberto, o escritório diria que você agiu sozinha, pule fora disso.

– Já pulei… mas falando sério, queria pular em outro lugar… aquele Dário é um gostoso!

Uma sequência de risos se seguiu e nossa conversa perdurou por mais alguns momentos, comemos o sanduba e, após isso, resolvemos descansar um pouco ali mesmo. Essa é a maior vantagem e a pior desvantagem de andar com Rita, o tempo passa rápido, sabe? Quase não percebemos e por mera sorte vimos que era uma e meia da tarde. 

Corremos como loucas para chegar, entramos no escritório e quem encontramos? Hilton Barbosa, dono da Carnes S. A. Adequadamente à função, o homem se assemelhava a um suíno, nariz achatado com dois grandes vincos nas narinas, gordo e vestido de terno e gravata, seu rosto era cheio de espinhas e escorria suor, este também fazia duas grandes manchas embaixo de suas axilas, uma gravata desarrumada pendia em meio a toda essa carne.

– Aí está a menina que debateu ética comigo pela manhã! Ética, Dário! Pode acreditar nisso? – a voz parecia tão rechonchuda quanto sua forma.

– Senhor Hilton, podemos conversar em particular? Aqui no meio do escritório me deixa, de certa forma, desconfortável. – Dário estava sério, não parecia apreciar a presença dele ali.

– Claro, que é isso!? Vamos lá.

– Vocês duas, venham comigo também!

– Eu também? – perguntei.

– Claro, já viu tudo, então presencie o resto.

Andamos a passos largos até a sala de Dário. Ai, que bunda que ele tem! Sinto calor até agora só de pensar e, naquela calça social, definitivamente Rita estava certa. Entramos na sala e o ar condicionado me fez sentir frio imediatamente, não entendo até hoje como ele mantém aquilo tão frio.

– Pode se sentar, senhor Hilton.

– Obrigado, mas prefiro ficar de pé.

– Sentem-se. – Falou-nos, dando um olhar forte, e sentamos, claro.

– Essa sua funcionária não sabe ganhar dinheiro!

– Realmente, senhor Hilton. Ela foi treinada para administrá-lo.

– Não é disso que falo, Dário, qual é o problema de dar um jeitinho em minhas contas?

– Rita, o que o senhor Hilton pediu que fizesse?

– Veja bem… ele tem passado notas frias, sabe? Pediu que eu adequasse as contas dele para maquiar esses valores por fora.

– Senhor Hilton, acredito que o senhor tem razão, minha funcionária não sabe ganhar dinheiro… – um sorriso se fez aparecer no rosto do empresário – …sujo. – O sorriso desapareceu imediatamente. – Aqui na Contabilionaria Salvador LTDA trabalhamos honestamente e, se o senhor não se enquadra em nosso modo de trabalho, procure outra empresa. Não sujaremos nosso nome com esse tipo de serviço.

– Isso é um ultraje! Você sabe com que está falando?

– Sei, com alguém que está perdendo a linha. Se o senhor não se acalmar, terei que chamar a segurança.

– Você! Você!!! – Hilton colocou uma mão no peito, seu rosto era vermelho como um tomate, olhou para mim e estendeu sua mão, então caiu no chão, e ali ficou, imóvel, o relógio então bateu quatorze horas. Quando a ambulância chegou, confirmou a morte e convocou o IML para levar o corpo.

Ainda, após uma hora de intercorrências, fiquei catatônica em minha mesa. Aconteceu realmente, aquele envelope preto era um augúrio de morte, eu sabia que algo poderia acontecer, mas nada fiz. Era responsabilidade minha? Senti uma mão em meu ombro direito.

– Oi amiga…

– Oi Rita. – Meus olhos marejaram.

– Não é sua culpa, o homem era um tonel de banha, estava na cara que ia enfartar a qualquer momento.

– E o bilhete? Ele avisou… eu sabia, apenas não sabia o que era especificamente.

– Você não tinha como evitar e nem prever aquilo, pare de se culpar.

Dário veio em nossa direção.

– Vão pra casa e tirem o resto da semana de folga, foi emoção demais para um único dia.

– Obrigado, Dário – respondi sincera.

– Ah! Rita, tire essa folga e volte para ocupar a posição de vice-gerente, estou muito satisfeito com sua atitude frente à situação, quero mais gente como você aqui.

Apertando as mãos do chefe com entusiasmo e eufórica, ela falou:

– Muito obrigado, Dário!! Estou tão feliz!

Ele sorriu e voltou a seus afazeres. Em minha perplexidade ainda pelo ocorrido peguei minha bolsa e algo caiu no chão. Olhei e senti um frio na barriga imediatamente, aquele olho branco me olhava fixamente, pintado em mais um envelope preto. Não vi mais nada, desmaiei.

Não sei por quanto tempo fiquei apagada, mas quando acordei estava em casa, deitada na minha cama. Abri os olhos e ao meu lado estava Rita. Em suas mãos estava o envelope preto, e seus olhos marejados de lágrimas denunciavam o mau agouro.

– Eu… eu trouxe você pra casa. O médico da empresa falou que seu apagão foi emocional…

– O que aconteceu Rita? Por quê está chorando assim?

Estendeu  o envelope para mim e o peguei, dentro estava o bilhete:

“Rita.”

Foi como levar um soco no estômago. Me faltou ar e quase desmaiei novamente. 

– Não é possível! 

– É meu nome aí!

– Eu sei – minha voz quase sumira.

– Vou morrer… eu vou morrer! Não acreditei na primeira vez que você contou, mas tenho certeza, minha amiga, que irei morrer…

– Não é possível… deve haver algo que eu possa fazer!

Nesse ínterim meu marido chegou e adentrou o apartamento:

– Gilca, meu amor, cadê você?

– Estou no quarto, Valtinho! – gritei.

Ouvi seus passos rápidos se aproximando.

– Recebi uma ligação de Dário, você está bem? – olhou para o lado e viu Rita – Ah! Olá Rita!

– Agora estou bem, meu amor, mas há algo muito grave acontecendo…

Por alguns segundos ele olhou para meus olhos marejados e o rosto borrado de lágrimas em Rita.

– O que foi, gente? Alguém morreu?

Olhei para Rita e ela consentiu, então narrei toda a história para ele.

– Que coisa mais absurda! Vocês acham mesmo que isso é real?

Rita estendeu o envelope com o nome dela para que ele pegasse.

– Acredite, meu amor, também duvidei, e já tive minha cota de comprovações por hoje.

– Então vamos ao menos pesquisar…

Entramos na internet e fuçamos o que podíamos, mas por mais que buscássemos não encontramos nada. Foi então que meu marido resolveu surfar na deepweb – é uma parte da internet que nem todo mundo consegue acessar, pois não aparece nos buscadores -, e baixou um programa específico. Não entendo disso, porém o utilizou para acessar os sites escondidos na rede. Foi aí que nós encontramos.

Existia um site de ocultismo, agora não mais consigo me lembrar o nome, que falava de uma situação parecida, algo assustador de verdade, uma garota havia visto toda a sua família morrer, bem como várias outras pessoas, porém não havia encontrado saída e se matara de depressão. Era chamada de maldição do arauto, ninguém sabia a origem e vários usuários do site declaravam-se vítimas dessa maldição.

– Isso é coisa de gente louca. – Valter estava transtornado.

– Eu vou morrer… não sei como e nem quando mas vou morrer… – Rita era inconsolável.

– E se procurássemos uma mãe de santo? – Sugeri.

Rita me olhou perplexa.

– Você acha que uma mãe de santo vai resolver isso?

– Não sei, mas qual opção temos?

Fomos até o terreiro de Ilê Aiyê, no bairro da Liberdade, um dos maiores da cidade. Chegamos com roupas coloridas para não ofender os costumes locais, no terreiro não se deve pisar vestindo roupas pretas. Pedimos licença e entramos no lugar, fomos cordialmente recebidos pela babalorixá Zezinha, uma senhorinha idosa muito simpática.

– Bem vindos, meus amigos, sentem-se  e fiquem à vontade para perguntar.

– Rita?

– Mãe Zezinha, preciso que a senhora me benza pra tirar  um espírito ruim.

– Como assim, minha fia? Me explique isso direito.

Contamos a história de como chegamos até ali, a meu ver a cada novo detalhe Mãe Zezinha parecia menos confortável. Ao fim de tudo ela se aproximou de Rita e pôs suas mãos em volta dela, passou rodeando o corpo de Rita aos poucos, mantendo as mãos abertas em pouca distância.

– Joaquim, meu fio, me traz uma rama bonita de arruda. – gritou para um moleque que observava tudo. – Você tá carregada, minha fia, vou lhe benzer pra tentar ajudar.

Rita se sentou em uma cadeira e foi benzida com a arruda trazida, eram ramos verdes e cheirosos. Ao fim da reza é normal que o galho esteja murcho, se diz que absorveu a energia ruim circundante dali, mas esse galho escureceu e secou e antes de terminar a ladainha da reza, Mãe Zezinha começara a suar frio e parou, imediatamente parou.

– Não sei se vai ajudar, tem algo forte contigo. Procure mais bênçãos, minha fia, eu sozinha não consigo carregar tudo isso, o peito véi não aguenta.

Me aproximei agradecendo. – Muito obrigado pela ajuda, Mãe Zezinha, a senhora nos alivia o espírito. – Peguei então nas mãos dela. Ela enrijeceu os músculos como se eu houvesse dado um choque elétrico em seu corpo.

– Não aceito aqui nesse terreiro a ti, entidade! Kiumba forte desse jeito não é pra mim, saia de meu terreiro, e você também moça! Cuidado, essa entidade não vai te largar, é de tu que ela se alimenta e fica forte.

Assustada, me afastei e saí do terreiro, Valter veio comigo e Rita veio logo depois. 

– Nem vou dizer que isso me assustou… – meu coração parecia saltar pela boca.

– Vamos à igreja do Bonfim! Tenho fé que só um padre pode me ajudar. 

Com o consentimento de Valter entramos no carro e nos direcionamos para lá. A Igreja do Bonfim era fantástica vista de dentro, mesmo sendo soteropolitana, Gilca nunca acostumaria com aquilo.  Os entalhes folheados a ouro eram uma opulência, ainda mais levando em consideração que fora construída em cima do trabalho escravo. A despeito disso hoje ela era local de adoração e reverência por pessoas de todas as cores e alguns credos.

– Boa noite, minha filha, o que deseja? – Saudou o padre.

Padre Humberto era querido no local, tinha um bom carisma e nunca se negara a aconselhar alguém, aceitara recebê-los após alguma insistência por parte de Valter, que se preocupara com o desenrolar daquilo. 

– Boa noite, padre, o problema está nisso aqui. – Entreguei então os bilhetes na mão dele.

– O que é isso minha filha?

– Parece um conto de horror, mas não é, desde hoje de manhã recebi três bilhetes, dois deles indicaram a morte de alguém, e um terceiro veio com o nome da minha amiga…

– Alguém está perseguindo vocês?

– Não, padre Humberto… é muito pior que isso, deixe-me lhe contar tudo do início… – narrei, uma vez mais, toda a história.

– Nunca ouvi falar de algo assim… mas faremos uma oração e leremos um salmo para afastar maus espíritos e, caso o seja, afastar essa brincadeira de mau gosto de vocês, pode ser?

– Estamos aceitando qualquer coisa. – Falou Rita.

Ficamos os três ajoelhados e o padre nos benzeu com água benta, na beira daquele altar tudo era celestial e sacro, a sensação da benção percorria meu corpo e fiquei feliz de recebê-la. Valter de olhos fechados e mãos em posição de reza repetia o salmo fervorosamente.

“ Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Omnipotente descansará.  Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.”

O padre então entregou hóstias em nossa boca. Apesar do sabor neutro, era reconfortante compartilhar tal momento sagrado, me senti limpa, abençoada por Deus e a esperança cresceu, algo bom poderia ser feito sobre aquilo.

Então ouvi um barulho estranho e olhei para Rita, de sua boca saia uma espuma branca, ela segurava a garganta com as duas mãos e tentava respirar, mas por mais que tentasse não conseguia. O padre ligou imediatamente para a SAMU e eu tentei salvá-la daquilo da forma como desesperadamente podia, enfiei um dedo na garganta dela procurando por algo e nada encontrei, mas a glote estava fechada e o ar não passava. Então ela desmaiou.

Quando a ambulância chegou já não havia vida em Rita, e minhas lágrimas escorriam pelo peito morto de minha amiga. Voltamos tristes para casa e os médicos não souberam dizer o que a matara, mas aquilo a havia asfixiado. Passamos dias em luto, em casa e no trabalho os ânimos ficaram murchos por várias semanas.

Agora o ritmo se normalizou, passei dias sem receber qualquer outro bilhete, e tudo correu bem, porém agora escrevo minha história aqui, e ao meu lado jaz um novo envelope fechado. Aquele olho branco me olha fixamente, como se soubesse que estou aqui e, apesar de tudo, a única pergunta que percorre minha mente é:

Quem será o próximo?


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Alisson Sturza

Curioso, dependente da tecnologia, amante de livros e corretor de contos.
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