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CNa#063: Lupita | Conto de Faroeste Fantástico [Exclusivo Apoiadores]

Um conto de Anderson Ribeiro e Vinicius Watzl

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BadLands é um cenário de faroeste que mescla elementos históricos e sobrenaturais no qual grupos de aventureiros vivem suas histórias. Nesse conto acompanhamos Lupita e alguns dos eventos que acompanharam essa personagem graciosa, seus traumas e sentimento antes e depois de encontrar seus companheiros de viagem.

🎧 Novo conto exclusivo para apoiadores: Lupita!

✨ Entre batalhas explosivas, sonhos misteriosos e laços de amizade, Lupita enfrenta zumbis, perdas e o peso de seu passado enquanto busca redenção e sobrevivência.

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▬ Autores:

Anderson Ribeiro e Vinicius Watzl.

▬ Narração:
Fernando Alves.

▬ Masterização, sonorização e edição:
Rafael 47.


Contos Narrados apresenta, “Lupita”, um conto de faroeste fantástico.

—  Vitinho, não!!!

— Calma! Se acalme. Você não pode se mover tanto, ainda está debilitada.

— Vitinho, cadê o Vitinho? – Lupita indagava.

— Do que cê tá falando? Seus amigos já partiram tem um dia, mas eles já deixaram tudo pago. Acredito que retornarão em breve – respondeu o médico da cidade.

— Onde eu estou? Cadê os mortos e o Vitor, cadê?

— Já disse, esse seu amigo Vitor já vai voltar com seus amigos. Quer dizer, se era algum deles, eu não perguntei o nome de todos.

—  Preciso sair.

Conforme a mulher se levantou da maca do médico, as dores nas costelas a fizeram franzir o cenho com desconforto, porém a determinação que o estranho sonho a imbuíra fê-la prosseguir, apesar das dores. No umbral do boticário, barbeiro e remendão de pessoas, a cidade apresentava-se tranquila. Funcionando normalmente. Ela olhava para o horizonte, incerta do futuro, enquanto lembrava-se de um passado, próximo no tempo, mas distante no sentimento.


Era um tempo de esperanças e novidades. Quando ela e seu irmão ainda não haviam se separado.

— Ah sua trapaceira. Um dia ainda vou descobrir qual seu truque Lupita! Cansei de perder meu dinheiro para você. Você deveria era me ajudar a ganhar dinheiro e não tomá-lo de mim.

— Acho que você ainda tem que aprender muito sobre homens e jogos irmão! — Riu-se Lupita para Lee, seu irmão. — Eu não canso de tirar dinheiro de você, mas não se preocupe, quando chegarmos na próxima cidade, posso deixar aqueles gados babando enquanto você arranca dinheiro deles e coloca em prática o que aprende perdendo para mim.

— Vem cá tu não se acha demais não, ein?! Pode ter herdado a beleza da mãe, mas quem herdou a inteligência do pai fui eu! Viu?

— Vai sonhando Leezinho, fui eu que herdei a parte boa do pai e da mãe, mas se preocupe não, enquanto eu estiver aqui vou cuidar de você.

—- Tá certo, pois vamos dormir que amanhã a gente vai partir com a mercadoria e tem que tomar cuidado com as estradas. Vê se não dorme demais preguiçosa! Se bem que vou te acordar do mesmo jeito. Te amo sua chatolina gananciosa.

— Também te amo meu aprendiz…

Os bons momentos que vivia com o irmão faziam Lupita sentir, além da dor nas costelas, o aperto que a saudade trazia. E, as lembranças inexoravelmente, levaram-na, mais uma vez, em direção ao evento.

Os sons de tiros, cavalos e gritos tribais avolumavam-se parecendo enredá-los num vórtice inescapável.

— Que a gente vai fazer Lee? Esse desgraçados são muitos e não desistem!

— Vai ficar tudo bem Lupita, eu prometo, mas carrega essa arma e não tira eles de visão!

As lembranças aproximavam-se de seu desfecho desagradável os tiros dos mosquetes dos nativos, ecoavam pela imensidão.

— Arrhh, desgraçados!

— Lee!

Lupita não pensou duas vezes, pegou um daqueles vidros, que pela misericórdia de Deus não haviam explodido até aquele momento, e arremessou-o para cima de um dos indígenas montado. Embora não fosse tão hábil arremessando coisas, isso não importou muito, já que conseguiu jogar longe o suficiente para que não fossem atingidos pela explosão, mas próximo o suficiente para dilacerar em fumaça e uma explosão de carne um dos índios e o seu cavalo. Isso foi o suficiente para apavorar os outros que fugiram daquela estranha mulher que eliminara um grande guerreiro.

— Lee, me ouve, eu vou te tirar dessa. Fica acordado que eu vou te levar para um médico.

A carreira desabalada, beirava a insensatez, mas, a providência divina fazia-se sentir, mesmo que de forma incompleta, pelo caminho, evitando que o agito da carroça nos buracos da estrada fizessem explodir todos os outros frascos de fogo líquido. A nitroglicerina. Mesmo assim, apesar dos riscos e da correria, Lupita não pôde se furtar ao choro discreto quando ouviu:

— Sinto muito senhora, seu irmão não resistiu. Fizemos o que pudemos, mas o ferimento foi muito grave. Se tivessem conseguido chegar um pouco antes, talvez as coisas tivessem sido diferentes.

O médico dá espaço para Lupita que se aproxima do corpo do irmão, já coberto por um lençol.

— Seu idiota era para ficarmos ricos vendendo aquelas porcarias… Eu te odeio Lee. Você foi encontrar a mãe e o pai antes de mim. Seu covarde. Eu te odeio…


Após encontrar Vitor, Ela se lembrava, agora, de um sonho(será que era sonho? Ela não conseguia mais ter certeza) que ela tivera com Greta Thomas em Rosário. Nele, os sons da natureza e o clima agradável faziam-na pensar em tempos melhores, animais… Um rancho… Talheres se movendo…

— Esse vestido ficou muito bonito em você, minha querida. Queria que Deus tivesse me abençoado com uma filha também, mas não posso reclamar. Jason sempre foi um bom filho, apesar de gostar de arrumar briga no colégio, principalmente com as menininhas. Acho que ele tinha até raiva de “umazinha” lá, mas isso é coisa de criança. Vá aprendendo aí para quando você tiver os seus, viu…”

— Não sei se eu nasci para essa coisa de família não. É muita responsabilidade criar uma criança, mas quem sabe o que esse mundo caótico tem preparado para gente, né?! — riu-se Lupita conforme conversava com a mulher.

— Eu sei que essa tarde está muito agradável, minha querida, mas meu marido logo voltará para jantarmos e você não poderá ficar. Você precisa salvar seus amigos. Olha lá.

Lupita via, pela janela da casa, seus amigos sendo cercados por uma horda de zumbis e sendo despedaçados pelos mesmos enquanto uma figura com uma cartola pequena e metade do rosto com a pele arrancada sorria olhando para eles.

Vocês precisam matá-lo ou o mundo irá acabar. A maldade do coração do atormentado é contagiosa. Ele trouxe aquelas pobres almas de volta a uma vida de escravidão, como você pode ver — falava ela enquanto apontava para a horda de zumbis. Seu olhar fixo no rosto de Lupita, enquanto parecia tentar se impor em um comando. — Acorde! eles precisam de você. Você saberá que eu falo a verdade quando vir a cobra ganhar asas.

Conforme abriu os olhos, Lupita percebeu o bom Vitor próximo a ela que falava:

— Que bom que acordou. Estou terminando de passar o café. Enquanto você dormia, vi que seus amigos estavam se preparando para partir e dei seu recado para eles. Quando estava quase chegando, vieram me entregar uma carta da minha amiga Maggie. Ela viajou ano passado para as terras além do mar. Ela deve ter me escrito falando como é lá.

— Recado? Que recado?

— Mas Lupitinha, ontem eu perguntei se tu ia embora e tu me mandou avisar para teus colegas que precisava descansar e que eles fossem na frente. Aí, tu encontrava eles depois, que sabia que eles estavam indo para a outra cidade.

— Eu acho que estava delirando, ou algo assim. Minha cabeça está doendo um pouco. Eu tive um sonho estranho essa noite.

Enquanto  despertava tentando entender a situação, Lupita viu, pela janela, uma cobra que subia pela coluna de um sobrado da casa da frente. Essa cobra conseguiu chegar ao topo quando, repentinamente, foi agarrada pelas afiadas garras de uma água que saiu voando com seu almoço.

— Quando a cobra ganhar asas… Vitor, preciso sair agora. Tenho que ir para Rosário. Meus amigos estão em perigo!

— Como assim em perigo? O que está acontecendo?

— Olha eu não tenho tempo para explicar. Que horas eles saíram?

— Deve ter uma ou duas horas…

— Vitor, sei que faz pouco tempo que nos conhecemos, mas preciso da sua ajuda. Você pode confiar em mim?

— Com minha vida Lupita. Espera só um minuto.

Lupita viu Vitor pegar ali em uma gaveta o chapéu de cone que havia comprado de Tony e dobrar outro, colocando-o em uma mochila.

— Só por segurança. Vamos!

Conforme se aproximavam do local onde sentia que o destino a aguardava, estranhos sons, cheiros e, por fim, a visão impossível de corpos reanimados, que moviam-se determinados, imbuídos de uma vontade perversa.

— Vitor, são muitos, o que vamos fazer? Eles estão quase todos entrando naquela casa. Se jogarmos esses vidros um por um, não vamos conseguir detê-los. Além disso, rapidamente o fogo pode se espalhar para a outra casa e os meus amigos não vão ter como sair daquele teto!

— Lupita acho que eu tive uma ideia, mas preciso que você pegue aquele pedaço de madeira que está ali no chão.

— Esse daqui?

O bravo Vitor, fez com que a carroça disparasse rapidamente. Conforme Lupita levantava-se com o inútil pedaço de madeira, ainda pôde ouvir:

— Desculpa Lupita. Eu te amo.

— O que você está fazendo seu idiota?

Lupita viu, ao mesmo tempo que a carroça ia se distanciando dela em direção àqueles mortos vivos, com Vitor, corajosamente conduzindo aqueles frascos  de fogo purificador, o chapéu de cone trazendo a esperança àquele bravo rapaz, um braço e uma arma  atravessando a parede e saindo de um prédio próximo. Mirando na carroça…

—  Vitinho para! — Gritou Lupita, inutilmente enquanto o bravo era engolfado na explosão causada pelos vidros, tendo seu corpo arremessado para trás numa lufada de vento quente. Conforme perdia a consciência, só se percebeu murmurando:

— Vitinho seu idiota…

Enquanto Lupita voltava a si, olhando a movimentação daquela cidade, que seguia a sua rotina como se nada no mundo tivesse sido mudado, percebeu que o médico que a acompanhava disse resoluto:

— Senhorita, já disse que está muito debilitada. Por favor, venha descansar.

Lupita olhou para a pulseira que ganhara de Vitor enquanto refletia sobre seu passado, futuro e como uma vida tranquila às vezes pode ser a maior benção que um homem ou mulher pode ter.

— Você pode ter razão Dr. Talvez esteja na hora de descansar um pouco…

O pôr do sol fazia-se belo, naquela tarde de memórias e emoções. O Sonho que tivera com a mulher fantasma, a intrigava, ela havia sido bem feliz na predição do momento de cuidar dos amigos. Lupita não conseguia deixar de sentir, enquanto passava, suavemente, as mãos no abdome, num reflexo inconsciente e ancestral de todas as mulheres, se ela não teria razão sobre crianças também.


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